O volume das atividades turísticas na Bahia avançou 176,5% no 2º trimestre de 2021

O primeiro cenário aponta para uma recuperação em julho e resultaria em um aumento de 40% nas chegadas internacionais em 2021 contra 2020

Por Léo Brasil 25/11/2021 - 07:31 hs
Foto: Divulgação
O volume das atividades turísticas na Bahia avançou 176,5% no 2º trimestre de 2021
Parque Nacional da Chapada Diamantina

Conforme dados do Barômetro Mundial do Turismo da Organização Mundial de Turismo – OMT, as chegadas de turistas internacionais no mundo diminuíram em torno de 82% no 2º trimestre de 2021 em relação ao mesmo período do ano passado, após recuo acentuado de 83% no 1º trimestre de 2021. Esse resultado foi reflexo da baixa confiança do consumidor, e as intensivas restrições às viagens, devido à pandemia da covid-19. É importante destacar que 2020 foi o pior ano já registrado para o turismo internacional, e esse comportamento se manteve nos seis primeiros meses de 2021.


Considerando as regiões, as quedas se mantiveram acentuadas no 2º trimestre de 2021 nas chegadas de turistas internacionais para a Ásia e o Pacífico (-95%), que marcaram o declínio mais intenso, seguidas pela Europa (-81%), depois Oriente Médio (-83%), África (-76%) e as Américas (-64%) (OMT).


Com esses resultados, os cenários para o ano corrente estimados pela OMT foram mantidos. O primeiro cenário aponta para uma recuperação em julho e resultaria em um aumento de 40% nas chegadas internacionais em 2021 contra 2020, embora ainda 63% abaixo dos níveis pré-pandêmicos de 2019.


O segundo cenário considera uma recuperação no mês de setembro e um aumento de 10% nas chegadas em relação a 2020, embora uma redução de 75% em relação a 2019. E esses cenários só serão possíveis com a continuação da implementação da vacinação, o reinício seguro e responsável do turismo dependerá de uma resposta coordenada entre os países em relação às restrições de viagens, protocolos de segurança padronizados e comunicação eficaz (OMT).


Apesar da melhora relativa em relação aos baixos níveis de 2020, o turismo internacional permaneceu bem abaixo dos níveis de 2019. Isso também se reflete na avaliação feita pelo Painel de Especialistas da OMT na pesquisa de setembro, mostrando resultados mistos para o período de maio a agosto de 2021(OMT).


Olhando para o futuro, a maioria dos especialistas continua esperando uma recuperação em 2022, impulsionada pela demanda reprimida a ser desencadeada, principalmente, durante o segundo e terceiro trimestre daquele ano. Quase um terço dos entrevistados espera uma recuperação potencial em 2023. Quase metade de todos os especialistas continua a ver um retorno das chegadas internacionais aos níveis de 2019 em 2024 ou mais tarde (OMT).


O Fundo Monetário Internacional (FMI) atualizou suas projeções na edição de julho do relatório World Economic Outlook. O crescimento da economia global, no entanto, não sofreu alterações na estimativa de alta de 6% para 2021, mas subiu para 4,9% em 2022 (+0,5 ponto percentual). O órgão ressalta, contudo, que houve movimentações significativas entre os oito países que compõem o estudo. O Brasil é um dos exemplos de melhora acima da média e puxa, ao lado do México, a elevação de projeção da região da América Latina e Caribe.


Economias avançadas, como a norte-americana, receberam um pequeno impulso de 0,5 ponto percentual (p.p.) nessa revisão, em virtude do avanço da vacinação contra a covid-19 e de estímulos fiscais que ainda agem sobre a recuperação do baque pandêmico. Principal motor do bloco, os Estados Unidos tiveram aumento de 0,6 p.p., chegando a uma expectativa de avanço de 7% em 2021. Em 2022, o ritmo de crescimento deve continuar. Com aumento de 1,4 ponto contra a projeção de abril, o país deve crescer mais 4,9% no próximo ano.


O FMI ressalta, no relatório de julho, que o acesso às vacinas foi o grande diferencial entre as economias desenvolvidas e emergentes, enquanto as maiores economias passam a se beneficiar da imunização ainda em 2021, as economias mais vulneráveis sentem o atraso do fim da pandemia.


No Brasil, o volume das atividades turísticas expandiu 89,8% no 2º trimestre de 2021 em relação ao mesmo trimestre de 2020. Seguindo a mesma tendência, a Bahia ampliou 176,5%. Em relação à receita nominal das atividades turísticas, a Bahia cresceu 164,2%, seguindo o mesmo comportamento do Brasil (87,7%).


Esse resultado puxou o setor de Serviços (10,8%) para cima, contribuindo para uma taxa de crescimento na atividade econômica – PIB nacional (12,4%) mais expressivo. É importante destacar que essa expansão é superior aos resultados registrados nos cinco trimestres anteriores, o que demonstra claramente uma recuperação do nível de atividade econômica nacional (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE e Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia – SEI).


Na Bahia, o setor de Serviços (9,2%) e a Agropecuária (7,1%) foram os responsáveis pelo ótimo desempenho do PIB (6,7%) no segundo trimestre do ano. Especificamente, o setor de Serviços inverteu a tendência de quatro trimestres consecutivos de resultados negativos e foi puxado pela alta do Comércio (30,5%) e Transportes (18,3%). A Administração Pública, atividade extremamente relevante no estado, obteve crescimento de 2,6%, e as Atividades Imobiliárias, alta de 2,2% (SEI). As informações estão disponíveis no site da SEI.